quinta-feira, 1 de julho de 2010

Durval só fala para o MP e para a polícia


Sob um forte esquema de segurança, o delator do sistema de corrupção no governo do DF, que desencadeou a operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa, permaneceu calado durante o depoimento à CPI da Codeplan, hoje, na Superintendência da Polícia Federal. Durval afirmou à presidente da CPI, deputada Eliana Pedrosa (DEM), ao relator Paulo Tadeu (PT), e aos distritais José Antônio Reguffe (PDT), Batista das Cooperativas (PRP) e Raimundo Ribeiro (PSDB) que já prestou mais de 41 depoimentos às instituições em que realmente confia e que não iria responder aos questionamentos dos distritais. A oitiva de hoje fez parte das investigações da CPI instaurada na Câmara Legislativa para investigar as denúncias de corrupção no GDF. Barbosa foi interrogado na PF por participar do programa de proteção às testemunhas.

O delator cobrou os depoimentos do ex-governador e do ex-vice-governador. “A sociedade está ansiosa para ouvir todos os envolvidos, mas acredito que se tem muito mais vontade de ouvir a explicação de Arruda e Paulo Octávio, da mesma forma que eu já me expliquei. Futuramente veremos isso com mais clareza, mas nunca vou me orgulhar disso, porque hoje eu sou um preso mais preso do que quem está encarcerado, podem ter certeza. Não posso abdicar desse direito que consegui, de permanecer calado durante essa oitiva, mas continuo prestando depoimento à quem eu confio”.

Questionado sobre a manutenção dos seus depoimentos e sua posição sobre o sistema de distribuição de propina, Durval sustentou suas declarações, mas permaneceu calado mesmo sendo provocado pelos distritais, como o deputado Batista das Cooperativas (PRP) que declarou não concordar com a sua posição. “Não acho que o senhor fez um papel importante para Brasília para ser considerado herói. Acho que o senhor é nefasto para a história do DF. E repudio o senhor por ficar calado”. Ao encerrar o depoimento, fez um alerta: "Não tive a intenção de ser herói. Eu me autoincriminei, querendo me colocar em uma posição diferente da que estava sendo usado. O rolo compressor vem aí. Nem começou. Quem tiver sua culpa que assuma".


CPI ouve outras 13 pessoas investigadas

Além do delator Durval Barbosa, outras 13 pessoas foram convocadas hoje para oitivas na sede da Polícia Federal. Entre elas o jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra, alvo da tentativa de suborno que levou o ex-governador a ser preso; Evelyne Gebrim, dona de uma empresa de turismo onde foram apreendidos documentos; Adaílton Barreto Rodrigues, ex-assessor da Secretaria de Educação; Hélio Santos Oliveira, diretor-presidente da Politec Global IT; João Luiz Arantes, ex-diretor Regional de Saúde da Asa Norte; Paulo Pestana, ex-assessor da Secretaria de Comunicação Social do GDF; Odilon Aires, ex-deputado distrital pelo PMDB; José Célio Gontijo, dono da construtora JC Gontijo Engenharia; além de Pedro Passos, Severo Araujo Dias, Toni Brixe, Hilton José Pacheco e Alessandro Queiroz.

http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2010-03-30/politica/1628/DURVAL-SO-FALA-PARA-O-MP-E-PARA-A-POLICIA.pnhtml

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