
Juscelino Kubitschek realizou a primeira missa em Brasília, no dia 3 de maio de 1957. O então presidente da República pediu que Oscar Niemeyer fizesse o projeto de um toldo para abrigar mais de 15 mil pessoas que estiveram presentes. “Este é o dia do batismo do Brasil novo. É o dia da esperança, o dia da ressurreição da esperança. É o dia da cidade que nasce”, disse JK. Do projeto à construção. Do sonho à consolidação. Todos os trechos de uma das histórias mais importantes do país fazem parte do Arquivo Público do Distrito Federal, que retrata em fotos, vídeos, manuscritos, banners e documentos todo o processo de criação da capital do Brasil.
Criado em 1985, o órgão tem a missão de recolher, preservar e dar acesso a documentos arquivísticos, de valor permanente, sobre toda a história de Brasília. Porém, poucos brasilienses sabem da importância cultural do local. “Quando se fala em arquivo, as pessoas já pensam em um lugar escuro, cheio de mofo e até bichos. O Arquivo Público do DF é um lugar vivo que leva informações, sobre toda a história de Brasília, ao encontro da sociedade”, destaca o superintendente do Arquivo Público, Luiz Ribeiro de Mendonça.
Vinculado à Secretaria de Cultura do DF, o acervo abrange desde o período da interiorização, construção e inauguração até os dias atuais de Brasília. “Não ouso destacar um fato. Eu diria que há fatos que resultam o que é a nossa capital . A decisão de Juscelino Kubitschek, por si só, é o grande momento. Ele resolve lutar contra tudo e todos, mas tinha uma consciência clara de que o Brasil precisava de uma nova capital”, enfatiza Mendonça.
No ano do cinquentenário de Brasília, o arquivo planeja uma grande exposição na Esplanada dos Ministérios, durante as comemorações do aniversário da cidade, para levar um pouco do seu acervo aos candangos. “Vamos montar tendas na Esplanada com displays e banners que contam um pouco da vida de cada personagem importante dentro da construção, além de quatro bandeirões com a ordem cronológica dos fatos da história brasiliense”, complementa o superintendente.
Arquivo pede socorro
Ao longo dos seus 25 anos de existência, o Arquivo Público do DF ocupa um imóvel alugado e improvisado, situado dentro das dependências da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Com a precariedade das instalações, que já não consegue mais comportar todos os materiais arquivísticos, foi destinado desde 1997, um terreno de 10 mil metros quadrados, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, mas o governo ainda não liberou a verba para início das construções. “O governador José Roberto Arruda prometeu o início das obras durante a sua gestão. O problema é que o acervo possui muito material, estamos colocando algumas peças dentro das nossas próprias salas”, destaca o superintendente.
Atualmente, o acervo do Arquivo Público do DF é composto por documentos originais da Missão Cruls (Comissão Exploradora do Planalto Central liderada por Luiz Cruls que veio demarcar os limites do DF), da construção de Brasília, processo de formação da NOVACAP, despachos de JK e carta de populares enviadas a ele pedindo ajuda ou manifestando agradecimentos, registro funcional dos trabalhadores de algumas das empreiteiras responsáveis pela construção, documentos da Fundação Cultural como panfletos, cartazes e peças teatrais, acervo completo de Juca Chaves (fotógrafo que registrou a construção da capital em suas lentes), documentos do Brasília Palace Hotel, primeiro hotel de grande porte de Brasília, coleção de recortes de jornais da época da construção, fotografias, filmes, cerca de 35.000 plantas e projetos arquitetônicos que originaram o DF, dentre outros documentos importantes da cidade. O Arquivo Público do DF fica na Novacap (SAP lote B, bloco 41). O atendimento ao público funciona de segunda à sexta-feira, de 8h30 às 16h30. Informações: 3361-1454.
http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2010-01-22/politica/1000/UMA-HISTORIA-DOCUMENTADA.pnhtml
Criado em 1985, o órgão tem a missão de recolher, preservar e dar acesso a documentos arquivísticos, de valor permanente, sobre toda a história de Brasília. Porém, poucos brasilienses sabem da importância cultural do local. “Quando se fala em arquivo, as pessoas já pensam em um lugar escuro, cheio de mofo e até bichos. O Arquivo Público do DF é um lugar vivo que leva informações, sobre toda a história de Brasília, ao encontro da sociedade”, destaca o superintendente do Arquivo Público, Luiz Ribeiro de Mendonça.
Vinculado à Secretaria de Cultura do DF, o acervo abrange desde o período da interiorização, construção e inauguração até os dias atuais de Brasília. “Não ouso destacar um fato. Eu diria que há fatos que resultam o que é a nossa capital . A decisão de Juscelino Kubitschek, por si só, é o grande momento. Ele resolve lutar contra tudo e todos, mas tinha uma consciência clara de que o Brasil precisava de uma nova capital”, enfatiza Mendonça.
No ano do cinquentenário de Brasília, o arquivo planeja uma grande exposição na Esplanada dos Ministérios, durante as comemorações do aniversário da cidade, para levar um pouco do seu acervo aos candangos. “Vamos montar tendas na Esplanada com displays e banners que contam um pouco da vida de cada personagem importante dentro da construção, além de quatro bandeirões com a ordem cronológica dos fatos da história brasiliense”, complementa o superintendente.
Arquivo pede socorro
Ao longo dos seus 25 anos de existência, o Arquivo Público do DF ocupa um imóvel alugado e improvisado, situado dentro das dependências da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Com a precariedade das instalações, que já não consegue mais comportar todos os materiais arquivísticos, foi destinado desde 1997, um terreno de 10 mil metros quadrados, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, mas o governo ainda não liberou a verba para início das construções. “O governador José Roberto Arruda prometeu o início das obras durante a sua gestão. O problema é que o acervo possui muito material, estamos colocando algumas peças dentro das nossas próprias salas”, destaca o superintendente.
Atualmente, o acervo do Arquivo Público do DF é composto por documentos originais da Missão Cruls (Comissão Exploradora do Planalto Central liderada por Luiz Cruls que veio demarcar os limites do DF), da construção de Brasília, processo de formação da NOVACAP, despachos de JK e carta de populares enviadas a ele pedindo ajuda ou manifestando agradecimentos, registro funcional dos trabalhadores de algumas das empreiteiras responsáveis pela construção, documentos da Fundação Cultural como panfletos, cartazes e peças teatrais, acervo completo de Juca Chaves (fotógrafo que registrou a construção da capital em suas lentes), documentos do Brasília Palace Hotel, primeiro hotel de grande porte de Brasília, coleção de recortes de jornais da época da construção, fotografias, filmes, cerca de 35.000 plantas e projetos arquitetônicos que originaram o DF, dentre outros documentos importantes da cidade. O Arquivo Público do DF fica na Novacap (SAP lote B, bloco 41). O atendimento ao público funciona de segunda à sexta-feira, de 8h30 às 16h30. Informações: 3361-1454.
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